segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Táxis sob ameaça de colapso

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Os taxistas do Rio de Janeiro e de outras praças estão à beira do colapso com o aparecimento de um serviço paralelo, que ganha terreno com vasta propaganda e decisão judicial de primeira instância, de 5 de abril de 2016, baseada no artigo 4º, inciso 8 da Lei 12.587/12 - Lei de Mobilidade Urbana.
Em sua sentença, a juíza Ana Cecília Gomes de Almeida, da 6ª Vara da Fazenda, levou em consideração uma "diferença": o táxi pode pegar passageiro na rua; já o carro particular só pelo aplicativo. “A diferença entre as duas modalidades é que o transporte público individual é aberto ao público. Em outros termos, qualquer cidadão pode pegar um táxi na rua, o que não acontece com o Uber, que depende exclusivamente da plataforma tecnológica".

Em sendo assim, o Uber se sentiu à vontade para prestar serviços de táxi sem qualquer fiscalização, sem vistorias, sem nenhuma outra exigência de um SERVIÇO PÚBLICO, um absurdo que atinge não apenas os profissionais, mas também os próprios passageiros, dependentes exclusivamente das normas privadas do aplicativo.

Isso aconteceu por uma razão clara: a nossa Lei 3123/00, a única que regula os serviços com a preponderância do motorista que realmente trabalha, foi sabotada a partir do ano 2005, depois da histórica decisão do Supremo Tribunal Federal de março de 2004. Embora eu tivesse tido 5 mil votos a maios do que no mandato anterior, fiquei como primeiro suplente porque o PDT só fez 3 vereadores.  Com isso, Cesar Maia, adversário da Lei, com a ajuda de alguns vereadores que se dizem amigos dos taxistas, aprovou a Lei 4000/05, reduzindo a 3123 a um único artigo, aquele consolidado por decisão do STF.

A bagunça e a exploração dos diaristas foram preservadas. A compra e venda ilegal de autonomia ganharam mais força com um decreto do prefeito Eduardo Paes, que deu aos beneficiários da minha Lei o mesmo direito (?) de vender as licenças que haviam ganho a custo zero.

E o número de diaristas novos chegou a 21 mil, conforme publicação no Diário Oficial do Município, em 2012, quando os profissionais foram iludidos pela promessa eleitoreira de que a Prefeitura liberaria um monte de autonomias. No final das contas, só apareceram 142 licenças cassadas.

Por coincidência, agora neste novo ano eleitoral, a Prefeitura está prometendo liberar para auxiliares mais 476 autonomias, num processo aberto em 10 de agosto que vai até 26 de setembro.

Isso tudo criou o ambiente propício para que carros piratas passassem a fazer serviços de táxi, mesmo antes do aplicativo. Com 70% dos amarelinhos operados por diaristas desesperados e uma cidade cada vez mais inviável para carros particulares, sem terem onde estacionar, o Uber pegou o verdadeiro filé mignon da praça. Não se trata de um "piratinha" qualquer, mas de uma poderosa multinacional que se instalou em mais de 200 grandes cidades de 6 continentes, em algumas das quais os táxis já sumiram.

Insisto em que a questão é estrutural. É preciso uma LEI DEFINITIVA para garantir o direito dos PROFISSIONAIS que realmente trabalham. É preciso agir com competência legislativa, firmeza e determinação, sem esse jogo baixo de faz de conta, que está levando a praça do Rio de Janeiro a um trágico retrocesso. É preciso dar um basta aos especuladores e aos exploradores dos diaristas.

Tenho esperança de que os taxistas saberão escolher pela avaliação de cada um dos candidatos. Aos 73 anos, me considero em condições de ajudar a livrar esses valiosos profissionais da incerteza trágica e da bancarrota. Já provei que não sou de conversa fiada, como esses outros aí.

Por isso peço seu voto e seu apoio. Pensando bem, você saberá escolher.
PEDRO PORFÍRIO  - PDT – 12123
porfirio@pedroporfirio.com – (21) 999822545
www.correiodotaxista.com
https://www.facebook.com/porfiriolivre 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Do conto das autonomias ao uber

Preste atenção: as olimpíadas vão dar uma sobreviva aos táxis. Depois, sei não. E não é só o Uber e essa estranhíssima justiça brasileira. Tá todo mundo tirando sua casquinha.

Eu não vi até hoje nenhum comentário sobre o fim da seletiva da Avenida Brasil, que foi aberta aos taxistas em 2004 graças ao meu empenho junto ao prefeito César Maia.

A política de transportes atual é moldada pelos interesses da meia dúzia de empresários de ônibus.

Sinceramente, para os passageiros de ônibus a emenda vai sair pior do que o soneto. O desenho da Brasil não comporta tanta extravagância.

Mas os miquinhos amestrados pela máquina estão mais interessados em tirar proveito e levarem o  seu, transformando suas vidas da noite para o dia. Esses caras ainda têm coragem de falar mal de mim por que fiz a única Lei que mexeu com o monopólio e com os especuladores. Que ainda hoje arrancam o couro dos diaristas.

O uber é o supra sumo do desrespeito aos direitos de toda uma profissão quase centenária.  Na prática mandou toda a legislação pro brejo. E se projetou para entrar na área por todos os flancos.  Tem taxista hoje que não faz nem o do combustível.

Mas por que chegamos a tanto? Por que a turma da pesada conseguiu me tirar de campo. Depois da Lei 3123 eu nunca mais ganhei uma eleição. E ainda houve quem conseguisse me tirar dois anos de mandato por liminar.  Tudo combinado entre os amigos dos exploradores dos diaristas. Fiquei mal na fita, mas calar-me isso ninguém vai conseguir.



Resultado: quando finalmente ganhamos no Supremo Tribunal Federal, em 2004, existiam 9 mil diaristas.  Hoje, embora todos tenham se beneficiado da minha Lei, contam-se em 21 mil os explorados.

Sabe o que está acontecendo agora? MUITOS TROCARAM O PAGAMENTO DA DIÁRIA PELO UBER, que também leva o profissional à lona.  Foi a porta que se abriu para eles, com cobertura internacional e tudo o mais que você está vendo.

Os mesmos enganadores estão prometendo mundos e fundos nesta nova campanha. Igual ao que aconteceu em 2012. Lembra da lista dos diaristas que ganhariam autonomia publicada no Diário Oficial? Quanta sacanagem e quanta gente iludida;


Diaristas, ex-diaristas ou não já levaram muitas voltas. Vão continuar caindo no conto das autonomias? Ou vão praticar haraquiri mais uma vez? 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Aplicativo de volta

Justiça derruba liminar que proibia aplicativo Uber no Brasil

Juiz tinha acatado pedido de taxistas sob pena de multa de R$ 100 mil.
Aplicativo conecta motoristas a pessoas em busca de transporte.

Do G1 São Paulo
Imagem do aplicativo Uber disponível para ser baixado em smartphones (Foto: Uber/Reprodução)Imagem do aplicativo Uber disponível para ser
baixado em smartphones (Foto: Uber/Reprodução)
A Justiça de São Paulo derrubou, nesta segunda-feira (4), liminar que determinava a suspensão das atividades do aplicativo Uber no Brasil sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A decisão cabe recurso. Dessa forma, o serviço volta a ser regular.
O aplicativo conecta motoristas autônomos e usuários em busca de transporte.
A juíza Fernanda Gomes Camacho, da 19ª Vara Cível, reexaminou o pedido de liminar e decidiu pela manutenção do Uber.
Para ela, a ação civil pública em si não pode determinar se o aplicativo é regular ou irregular. “Caberia ao sindicato de forma fundada representar ao Ministério Público para que este, se entender pertinente, instaure o competente inquérito civil para apuração da irregularidade do aplicativo.”
A liminar em favor do sindicato de taxistas do estado (Sintetaxi-SP) foi proferida na semana passada pelo juiz Roberto Luiz Corcioli Filho, da 12ª Vara Cível. Ela determinava também que Google, Apple, Microsoft e Samsung deixassem de fornecer o aplicativo em suas lojas online e que suspendessem "remotamente os aplicativos Uber dos usuários que já o possuam instalado em seus aparelhos celulares".
Protestos
Taxistas de várias cidades do país fizeram uma grande manifestação no início de abril contra o Uber. Na ocasião, a empresa norte-americana afirmou que "os brasileiros devem ter assegurado seu direito de escolha para se movimentar pelas cidades".
Por meio de nota, o Uber informou que "é uma empresa de tecnologia que conecta motoristas parceiros particulares a usuários. Reforçamos publicamente nosso compromisso em oferecer aos paulistas uma alternativa segura e confiável de mobilidade urbana". 
"As inovações tecnológicas trouxeram inúmeras oportunidades para as pessoas e as cidades. É por meio da tecnologia que as cidades vão se tornar cada vez melhores e mais acessíveis para o cidadão, que precisa ter seu direito fundamental de escolha assegurado", diz a nota.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Justiça de SP determina suspensão do aplicativo Uber no Brasil

A Justiça de São Paulo determinou na noite desta terça-feira (28) que o aplicativo de motoristas profissionais Uber interrompa suas atividades no país sob pena de multa de R$ 100 mil por dia, em um processo movido pelo Simtetaxi (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo).
A companhia americana terá três dias após a notificação oficial –que deve acontecer hoje, segundo a advogada do caso, Ivana Có Galdino Crivelli– para cessar seus serviços, espécie de táxi de luxo pedido exclusivamente pelo celular oferecido no país em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
Contatada, a Uber disse nesta quarta (29) que ainda não havia sido notificada da decisão. "Reforçamos publicamente nosso compromisso em oferecer aos paulistas uma alternativa segura e confiável de mobilidade urbana", escreveu em nota.
A empresa, de capital fechado e considerada por parte da imprensa especializada em tecnologia "a start-up de maior valor do mundo", enfrentou processos semelhantes e chegou a ser banida em países como Alemanha e Espanha.
A determinação (leia ), de autoria do juiz Roberto Luiz Corcioli Filho, da 12ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, determina ainda que Google, Apple, Microsoft e Samsung deixem de oferecer o app da empresa aos usuários de seus serviços.
Só o Uber está sujeito à multa a princípio, segundo Crivelli. A autuação será limitada ao eventual teto de R$ 5 milhões.
Além disso, a liminar solicita que tais empresas apaguem remotamente dos aparelhos de dono brasileiro o aplicativo, caso ele já esteja instalado.
No início deste mês, taxistas de algumas cidades do país fizerammanifestações em conjunto contra o app.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Não recorra a bodes expiatórios

Se você não consegue enfrentar seus problemas econômicos, sociais, existenciais e afetivos não procure bodes expiatórios. Dê um tempo e descubra a zona de lucidez que ainda existe em seu cérebro. 

Os problemas econômicos são como um câncer, dependem da fase em que forem diagnosticados. Os sociais são como um diabetes, a primeira providência é uma dieta saudável. Os existenciais são como a AIDS, só um coquetel de remédios ajuda a minimizar seu sofrimento.  Já os afetivos são como a esquizofrenia, o mais indicado é procurar um especialista imediatamente por que, de fato, não há remédio que cure.  

sábado, 11 de abril de 2015

O preço da ponte

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A cura do câncer à mão

Como se sabe, a cura do câncer depende do estágio em que ele é descoberto. Com o sensor, seria possível vencê-lo em  quase todos os casos.
A cientista brasiliense Priscila Kosaka,desenvolveu uma técnica menos invasiva para detecção de câncer (Foto: Priscila Kosaka/Arquivo Pessoa

Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.
“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.
Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.
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Uma questão de oportunidade


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mais vida para o que der e vier

Médico vê em ressonância magnética tumor necrosado e me injeta ânimo para retomar a luta com a paixão de sempre

Os meus inimigos internos sofreram mais um golpe, embora não se possa dizer que eles não voltem a atacar no futuro de forma insidiosa, saliência de seus maus hábitos. Como é do conhecimento de todos, conforme minha opção pela transparência sem limites ou exceções, desde setembro de 2013 venho protagonizando uma luta indômita contra um CHC, distorção agressiva, tendo o meu fígado como alvo do conflito.

Mas pelo jeito vou poder festejar minha 72ª primavera, quando março vier, como naquele dia em que, meninote, descobri meus pendores pelo inconformismo diante da injustiça e da vilania.

São os fatos e contra os fatos não há contestação.  Às seis da tarde desta segunda-feira acinzelada, cheguei da "consulta de revisão" com o Dr. Feliciano Azevedo, responsável pelo tratamento do meu câncer hepático pelo método da radiologia intervencionista.

Fui levar o laudo da ressonância magnética do dia 6 de janeiro, assinada pelo Dr. Antônio Eiras, realizada um mês depois da quimioembolização do dia 2 de dezembro – o terceiro combate capitaneado pelo Dr. Feliciano (não confundir com aquele deputado homofóbico).  E SEU DIAGNÓSTICO NÃO PODERIA SER MAIS ANIMADOR.

Com a sensação de mais uma vitória na sua brilhante carreira científica, o professor da UFRJ e introdutor no Rio de Janeiro dessa tecnologia pouco invasiva não escondia a alegria juvenil de um coroa de 62 anos. "É isso mesmo, neste instante não há mais rastros dos tumores".

E enfatizou o laudo do Dr. Antônio Eiras: "A área pós-procedimento localizada em projeção do segmento V apresenta sinal um pouco mais heterogêneo no atual exame, porém mantém-se AVASCULAR, CONFIGURANDO NECROSE PÓS-PROCEDIMENTO sem evidência de tumor residual viável interno".

Está claro para todos nós da família que não estamos diante de favas contadas. Por rotina, em maio, me submeterei a uma nova ressonância (já estou familiarizado com essa máquina e sei que esse acompanhamento será por pelo menos 5 anos).

Mais uma coisa é certa: depois dessa, estou voltando à plena normalidade de minha inquietação atávica e estarei na linha de frente de onde precisarem de mim, nas plagas desse país de encantos e desencantos,  ou aqui mesmo, no meu mundo domiciliar à beira da lagoa da Tijuca.

Pelo que conversamos, agora não tem sentido abster-me de fazer meus gols nas peladas dos veteranos, às terças-feiras na Península. Portando, os craques maiores de 40 que me esperem. Estarei na banheira, como sempre durante os últimos 6 anos. E vou esperar receber bolas redondas, como nos bons tempos.

O plus dessa nova consulta foi que agora ele me recebeu no seu novo consultório de um complexo hospitalar ainda pouco conhecido, na Rua Jorge Curi, entrada pela Av. Airton Senna, colado ao Bosque da Barra. Na outras vezes, tinha de ir até o morro da João Borges, na Gávea onde fica a Casa de Saúde São Vicente. Além de perto, parando na própria rua, a patroa não precisou pagar estacionamento, uma despesa capaz de agravar nossa doença nesse ambiente de impune venda casada dos pátios dos hospitais.

sábado, 10 de janeiro de 2015

"Rehumanizar" a natureza humana

Restabelecer nossos elos, eis um sonho possível
Nos tempos idos, a vizinhança era a própria família. A grande cidade com sua  engenharia de espaços foi desfigurando essa relação e afastando uns dos outros. O que era aconchego foi resvalando para o seu contrário. Isso não vai acabar bem.
Tentar resgatar a ideia de que o vizinho é o seu amigo mais próximo pode ser uma grande contribuição deste blog.

Daí a reflexão que se segue. Clique na imagem e conheça nossa preocupação sobre a nossa natureza humana. Tudo para que cada um  liberte o ser humano que ainda há em nós.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

As alvíssaras do meu terceiro turno

Nesta crônica de mim mesmo o relato de uma odisseia emblemática. Por ora, tudo bem até o ano que vem

Os nódulos que apareceram na ressonância (acima) sofrem combate (abaixo)

video
Passadas 18 horas dos 90 minutos cravados em que a equipe do professor Feliciano Azevedo deu combate à nova investida dos tumores malignos alojados em meu fígado, já em casa e ligado em todas as expressões da vida – do condomínio domiciliar ao grande cenário nacional –, debruço-me em mais essa crônica de mim mesmo para dizer, no seu introito, que a "boca de urna" desse terceiro turno saiu melhor do que as expectativas, apesar das margens de erros. O veredicto, porém, só na alvorada do ano vindouro, quando submeter-me à prova dos nove daquele tubo barulhento em que enfiamos o corpo até o pescoço.  


 Retomo a parábola oncológica por alguns impulsos: o primeiro, as centenas de mensagens por todos os meios fluentes através da web, todas de arrepiar a pele sensível e irrigar o coração bucólico; algumas marcantes por sinalizadores comoventes.

À minha catarse de terça-feira, seguiram-se fartas manifestações de energia positiva, entre as quais destacaria as de dois homens públicos de minha geração, Cristovam Buarque, que faz 71 anos em 24 de fevereiro, e Roberto Amaral, que completa 75 agora em 24 de dezembro, passageiros dos mesmos sonhos, entre trancos e barrancos.

"Caro Pedro Porfírio, neste terceiro turno estarei votando com o mesmo fervor do primeiro e segundo,
Por sua vitória.
Abraço
Cristovam"

"Porfírio
Você é o que posso chamar de UM Homem. Um grande homem. Eu me orgulho de você. Voltaremos à Praça do Ferreira.
Até lá.
Roberto Amaral"

Segundo, a compreensão da natureza humana cada dia mais aguda, sem essa do Gabriel Garcia Marques dizer que a sabedoria só nos chega quando já não serve para nada. Ao invés, minha crônica – a exposição em relevo indiscreto do meu cérebro nervoso – é um fragmento letivo sobre uma possibilidade que a todos toca por instintos conscientes e inconscientes.

Terceiro, ao exibir uma situação tão íntima, como já ressaltei outro dia,  procuro desmitificar traumas atávicos e colaborar na distensão sobre o existencial de cada um, distante do sensacionalismo que dá sortida audiência a programas televisivos, mas explícito numa proposição audaciosa em nosso pequeno círculo. É a oferta de um espelho a muitos que se imaginam fora de qualquer foco mortífero imediato e que nem sempre estão preparados para os caprichos pérfidos do destino.

O que está me acontecendo é o mais incisivo conflito do ser ou não ser, aceitar ou não aceitar, acreditar ou não acreditar, pressionado por um turbilhão de alto teor explosivo. Situação análoga jamais experimentei, mesmo nos idos tenebrosos em que ofereci minha juventude aos carrascos.

Que paradoxo. Quando tinha uma vida longa pela frente, gozava fervorosamente no supor da cruz reservada precocemente aos intimoratos d'antão.  Já nestes dias senis, ao contrário, não quero nem ouvir falar em fechar os olhos. Antes, quero tê-los cada vez mais arregalados, na suposição da minha multiplicadora capacidade de repasse do conhecimento com valores agregados.

Foi o que me veio à cabeça ao sair de casa às 13 horas desta terça-feira, 2, iniciando uma longa marcha pelas ruas empanturradas da Barra da Tijuca, passando sob o populoso morro da Rocinha, em direção à Casa de Saúde São José, obra da congregação das irmãs de Santa Catarina, que em 1923 se instalaram por ali, na fronteira de Botafogo com Humaitá.

Já era a terceira vez que ia ao simpático hospital, se é que se pode ter como simpático um mero nosocômio de discretas, mas prevalecentes saliências mercantis. O ramo hoje está no ápice da pirâmide negocial e atrai grandes investidores, como o Banco Pactual, que controla a pomposa rede D'Or.

Passei a lidar como protagonista no enfrentamento de um CHC - Carcinoma Hepatocelular – ainda no seu estágio precoce, com 3,8 cm. Na primeira quimioembolização, ele diminuiu para 1 cm: na ablação, praticamente sumiu. No entanto, recompôs suas forças malignas e reapareceu sob forma de pequenos nódulos próximos ao local onde havia sofrido os ataques anteriores.

Foi por isso que voltei à sala de hemodinâmica da citada Casa de Saúde São José, escoltado pela equipe do professor cinquentão Feliciano Azevedo, pioneiro na introdução dessa técnica no Rio de Janeiro.  

Por motivos incorporados à civilização brasileira a nova quimioembolização, realizada com anestesia local e sedação, começou com atraso de duas horas. Essa maravilha do mundo moderno é algo tão recente que não há tais ainda raros especialistas cadastrados na Sul América, plano de saúde do Sindicato dos Jornalistas para o qual contribuo há quase 20 anos. 

quimioembolização consiste na introdução de um cateter na virilha que alcança o tumor através de partículas com medicações quimioterápicas no interior do vaso sanguíneo afetado em alta concentração. Por sua ação direta, usa apenas 10% da carga de uma quimioterapia tradicional, evitando terríveis efeitos colaterais, pois não atinge as células saudáveis. As medicações concentram-se no tumor e entram no interior de suas células, enquanto as partículas obstruem sua nutrição sanguínea, resultando na morte das células tumorais. Num rápido passar dos temos, o tumor regride.

Não é o único procedimento da radiologia intervencionista. No segundo, em maio passado, submeti-me a uma ablação por radiofrequência, com uma corrente elétrica transmitida por uma agulha que provoca aquecimento e uma lesão térmica no tumor.

Sabendo dessas virtudes de cor e salteado tinha por mim que o acompanhamento por ressonância magnética seria mamão com açúcar. Já havia descoberto um aparelho "de amplo espaço" que recebia minha barriga protuberante sem sufocar e estes exames estavam no preço, cobertos pelo tal plano. Daí a minha insatisfação com a volta aos holofotes do hospital, como se começando tudo outra vez.

No entanto, fora do atraso e da má vontade dos técnicos de enfermagem que atenderam na noite de anteontem para ontem, posso dizer que psicologicamente essa reentre foi compensadora.  O organismo nunca reagiu tão bem, configurando uma "boca de urna favorável" e presumindo um resultado positivo na hora da checagem por imagens.

O conjunto das mensagens é confortante porque consolida a idéia de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, isto é, trocando em miúdos, que opções políticas e afeto podem ocupar regiões autônomas em nossos cérebros.

Resta saber se continuarei me mortificando diante do noticiário sepulcral no âmbito geral ou se recorrerei a um equipamento de anti-espanto de longo alcance, nessa eternizada prática generalizada de dar tempo ao tempo, mesmo esse tempo cinza que manhã não faz. 

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O terceiro turno do meu fígado

 
Ao contrário do que me foi dado a crer no final do último outono, aquele tumor insólito que atacou meu fígado com ares de exterminador não foi para o espaço.  Os dois procedimentos no âmbito da radiologia intervencionista produziram a sensação de vitória, conforme a ressonância magnética de junho, mas, como essas facções golpistas que não aceitam perder, ocupou espaços adjacentes e voltou a exigir um novo combate.
Hoje, ao cair da tarde, estarei sendo submetido a um novo procedimento de quimioembolização pelas mãos do professor Feliciano Azevedo e de sua equipe. Nesse terceiro turno, vou à luta com as mesmas expectativas positivas, mas um tanto indignado, para não dizer atormentado.

É que o resultado da última ressonância feita no 9 de outubro primaveril revelou um adversário teimoso e provavelmente muito mais poderoso do que detectam os diagnósticos.

Caramba, logo comigo – protesto.

Diz-se que essa nova intervenção é mais pela necessidade de inibir. Os oncologistas juram que não enfrento uma metástase e todos dizem, como soe acontecer, que venceremos esse terceiro turno com a mesma tranquilidade dos turnos pretéritos.

Será?

Como se sabe, a história não se repete a não ser como farsa, tal a sentença do barbudo alemão. Em assim sendo, o homem que entrará na agulha hoje já não será o mesmo serelepe da primeira vez, no ocaso da primavera passada, nem o cheio de si do segundo turno, no auge do último outono.

Nem podia ser. Tanto que ao saber da necessidade de baixar hospital outra vez, há 5 semanas, o desapontamento reduziu minha faina de escriba implacável.  Tudo de desagradável povoou o imaginário de uma cabeça quente e produziu uma sensação de combate desigual.

Mesmo assim, no mergulho diuturno das profundezas das informações, vou aproveitando cada dia de vida com um peso maior e um sentimento mais consistente.

Diz-me um lobo que passarei por essa procela como atravessei galhardamente a tantas outras. O outro, porém, contesta na sua ode pessimista. Qual prevalecerá?

Viver é tudo que qualquer ser humano deseja, um viver infindo, apesar das palavras axiomáticas dos existencialistas, tão bem refletidas por Simone de Beauvoir, em Todos os Homens são Mortais.

E não é só pelos que ainda precisam da gente. É um instinto natural que mobiliza a cada um. Não vai ser agora, que a população brasileira dá mais um passo na sua longevidade que vamos aceitar qualquer trama sorrateira do destino.

Não vamos, mesmo.

Por isso, hoje, quando entrar na máquina e o professor Feliciano introduzir o cateter pela virilha em busca dos nódulos recalcitrantes, espero apaixonadamente por uma vitória transcendente neste terceiro turno do meu fígado contra o tumor maligno.

E que logo, logo o mais gostoso dos sorrisos desponte de minha fronte ainda juvenil, apesar do adorno dos cabelos prateados.

Assim, espero que nesse verão todos estejamos fruindo do amor à vida em torno das luzes dessas noites natalinas tão enigmáticas, mas sempre cintilantes entre alegrias e esperanças. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DECLARAÇÃO DE VOTO


Declaro ter dirimido todas as dúvidas para definir o meu voto para a Presidência do Brasil nas eleições do próximo dia 5 de outubro. E para sugerir aos parceiros de tantas jornadas que procedam a mesma reflexão. 

Votarei em Dilma Rousseff, em primeiro lugar, por que o que há de pior neste país mobiliza-se histericamente contra ela. Se não fosse por tantas razões, essa seria suficiente. 

Estão contra ela em frenéticas articulações os insaciáveis sanguessugas do nosso país, os banqueiros e empresários interessados na debilitação dos direitos trabalhistas,  os políticos picaretas, muitos da atual base do governo, o oligopólio da grande mídia, os segmentos mais individualistas da classe média alta e todos os que amargamente se sentem ameaçados pelas políticas sociais de inclusão das camadas mais pobres, que se apegam com unhas e dentes a uma pirâmide social injusta e opressiva. Investem contra ela furiosamente os movidos pela hipocrisia e a manipulação, os interesses contrariados, os nostálgicos da ditadura militar, que a odeiam por seu passado rebelde, e os bolsões da intolerância e do preconceito.

Essa decisão me parece muita clara hoje. Vejo na valente Dilma Rousseff  autoridade, segurança, firmeza, determinação e coerência em relação às questões estratégicas centrais.

Votarei em Dilma por que não quero a privatização política do Banco Central, sem qualquer controle dos poderes representativos da sociedade, como também não quero que voltem a despejar sobre os assalariados de todas as camadas sociais o peso de "remédios" ortodoxos contra a inflação, aqueles arrochos que mantinham o salário mínimo na faixa dos 70 dólares, enquanto os lucros desenfreados, com gordas remessas ao exterior, eram preservados e protegidos.

Votarei em Dilma por que acredito na Petrobras, na revolucionária descoberta do pré-sal, de onde extrairemos recursos efetivos para os grandes ganhos na educação e na saúde pública. Em outras palavras para que não entreguem de mão beijada a nossa maior empresa a um banco, como aconteceu com a Vale do Rio Doce, naqueles anos irresponsáveis de privatizações e desnacionalizações financiadas pelo BNDES.

Votarei em Dilma por que ela teve a coragem de levar a todo o país o programa MAIS MÉDICOS, trazendo profissionais comprometidos com a medicina preventiva e o seu caráter social, no que enfrentou com determinação o poderoso lobby da saúde mercantil.
Votarei em Dilma por que pela primeira vez vejo o combate público diuturno e implacável à corrupção, doa em quem doer, o exercício da mais absoluta liberdade dos órgãos policiais e do Ministério Público, o culto da transparência e a punição de todos os flagrados efetivamente em desvios de conduta. Esse combate corajoso não existia antes.
Votarei em Dilma pela firmeza de sua política externa,  na formação de blocos independentes como os BRICs e o MERCOSUL, na aproximação com os países em desenvolvimento deste Continente, da África e da Ásia.

Ao declarar meu voto em Dilma Rousseff manifesto minha esperança na correção de rumos, no rompimento com amarras contingenciais, no resgate de um cenário político livre dos vícios atuais, através de uma reforma de profundidade que depure e fortaleça o aparelho público, tornando-o mais controlável e mais accessível ao conjunto da sociedade.

Esperança em que possamos abrir caminho para desprivatizar o Estado, livrando-o da nefasta hegemonia do poder econômico e dos seus prepostos no Parlamento, no Judiciário e em todos os poderes.
Esperança de que o povo seja efetivamente considerado nas grandes decisões, através de novas práticas que limite o poder de chantagem dos políticos sem escrúpulos e dos empresários que manipulam o aparelho público.
Não tenho ilusões de que isso venha acontecer sem as pressões sociais, nem desconheço as limitações de alianças impostas por uma classe política que só pensa nos seus interesses, através de acordos que tenho criticado por tantos anos.

Mas tenho a firme convicção  votar em Dilma é seguir o fio da história, livrando-nos de políticos que representam o retrocesso e à submissão contratada aos interesses mais nefastos, tão bem apontados por Leonel Brizola, é repudiar os títeres do  capital financeiro e defensores contumazes do realinhamento incondicional ao império decadente.

Por isso, o voto em Dilma nesta eleição é a mais segura opção da lucidez, da coerência  e do patriotismo.

sábado, 13 de setembro de 2014

Já aqui é pau puro

13/09/2014 00h43 - Atualizado em 13/09/2014 01h05

Táxis voltam a andar nas faixas exclusivas de ônibus em São Paulo

Capital paulista tem, hoje, 440 km de faixas de ônibus.
Taxistas não podiam andar nesses trechos há dois anos.

Michelle BarrosSão Paulo, SPCLIQUE NA FOTO PARA VER   REPORTAGEM DO  JORNAL DA GLOBO
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 partir deste dia 13 de setembro, os táxis de São Paulo vão voltar a andar nas faixas da direita da via, que antes eram exclusivas para os ônibus. Estudos concluíram que os taxistas não atrapalham o fluxo dos ônibus da maior cidade do país.
A ideia era fazer o transporte publico ficar mais rápido em uma cidade acostumada a imensos congestionamentos. Hoje, São Paulo tem 440 km de faixas assim, à direita da via, criadas para o uso dos ônibus. Há dois anos, os táxis foram proibidos de andar nelas porque a prefeitura dizia que eles deixavam os ônibus mais lentos. Agora, tudo mudou.
“Nós vamos liberar os táxis desde que eles estejam carregando passageiros. Não ele sozinho. Ele sozinho, ele continua andando na faixa normal”, explica Maurício Régio, diretor de operações da CET (Centro de Engenharia de Tráfego).
“Pode pegar e deixar o passageiro também desde que não fique estacionado atrapalhando a corrente de tráfego”, diz Natalício Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo.
Em algumas dessas faixas, os táxis já podiam rodar. Nesses pontos, a CET analisou se a velocidade dos ônibus continuava a mesma. Os técnicos concluíram que sim, que os táxis não estavam atrapalhando.
A capital paulista tem quase 34 mil táxis que levam cerca de 500 mil passageiros. A mudança dividiu opiniões. O homem que anda de ônibus não gostou. “Eu acho errado porque atrapalha o andamento dos ônibus. Acho que não é correto, não”, afirma o segurança Antonio Carlos Coutinho.
Mas quem usa o ônibus e o táxi, aprovou. “Porque o táxi é um meio de transporte auxiliar também”, diz o biomédico Augusto Abreu.
Agora, os taxistas apostam na volta de passageiros que deixaram de usar o táxi porque ficavam presos no trânsito.
“[Os passageiros estavam reclamando] Demais. 90% deles reclamavam. Para pegar o táxi e continuar parado no carro, ele ia com o carro dele”, conta o taxista Wellington André.
“Para a gente é bom porque o passageiro chega mais rápido. Ele já pega mais o táxi para isso, para chegar mais rápido”, afirma o taxista Lusimar Galdino.

Promotor critica liberação de táxis e  ameaça ir à Justiça



13 Setembro 2014 | 03h 00
Para ele, a análise usada como justificativa não se sustenta: ‘setor técnico só pode ser esquizofrênico’. Corredores já são alvo de TAC


SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) demonstrou posicionamento veementemente contrário à nova decisão da Prefeitura de liberar as faixas exclusivas para o tráfego de táxi. O promotor da Habitação e Urbanismo, Maurício Ribeiro Lopes, informou ao Estado que buscará acordo para reverter a medida e cogita também levar o caso à Justiça.

Agora, além dos corredores de ônibus, as faixas também poderão ser alvo do MPE, que quer impedir o tráfego de táxis. “Vou tentar um contato primeiro, pois recebi a notícia pela imprensa com profunda estranheza”, disse na noite de ontem. Lopes afirmou que vai estudar o caso e não descartou a judicialização direta contra a liberação. “O prefeito não conversou comigo. Talvez eu também adote o mesmo caminho e lhe comunique da minha posição pelo oficial de Justiça”, disse o promotor.

Ontem, o prefeito relatou ter usado como base os dados de um relatório técnico elaborado pela Prefeitura. O estudo, segundo Fernando Haddad, aponta que não houve prejuízo significativo com a presença dos táxis nas faixas exclusivas.

Cerca de 70 quilômetros de faixas foram utilizados em período integral pelos taxistas para que a análise pudesse ser feita. A partir deste sábado, esses motoristas poderão utilizar mais de 440 quilômetros de faixas espalhados pela capital.

Para o promotor, a análise não se sustenta. “O setor técnico só pode ser esquizofrênico. Não sei por que eles estão adotando uma lógica diferente do estudo que eu tenho aqui e da lógica que foi aplicada para os corredores”, disse Lopes.

O promotor acertou com a Prefeitura a exclusão dos táxis nos corredores da cidade em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Prefeitura informou que conduz estudo para analisar o impacto também nos corredores e deve ter o resultado em um mês.





Rafael Arbex/Estadão
Liberação. Estudo da Prefeitura vai avaliar também os corredores, que ficam à esquerda, como na Avenida Rio Branco

Prioridade. Lopes criticou a ação de Haddad. “Pobre da cidade em que a burguesia que anda de táxi se sobrepõe aos que andam esmagados em ônibus.” Ele reforçou que o transporte coletivo deveria ter preferência sobre o individual e a “prioridade está sendo invertida”.

Em março, a Prefeitura havia proibido o trânsito de táxis nos corredores, atendendo a acordo celebrado com o MPE. Em estudo elaborado naquela oportunidade, chegou-se a constatar que os ônibus seriam 20% mais velozes se não dividissem o espaço com demais veículos.

A medida tem recebido fortes críticas por parte da categoria dos taxistas. Eles alegam estarem registrando prejuízos após a exclusão dos corredores e restrição em faixas, o que teria levado a dificuldades para embarque e desembarque de clientes.