domingo, 11 de novembro de 2012

Exclusividade nos aeroportos e rodoviária, uma reserva polêmica. E você, o que pensa a respeito?

 
Cada um tem suas "razões", mas quem tira proveito do conflito são os chamados táxis especiais, que cobram o dobro da corrida

Com a proximidade do período de festas, quando aumenta a demanda de táxis nos aeroportos e na rodoviária, volta a acirrar-se a discussão sobre a exclusividade das cooperativas credenciadas no atendimento aos passageiros visitantes.

A proibição de circulação de táxis não credenciados no Terminal 1 do Galeão causou descontentamento entre os taxistas que levam passageiros e ficam sem chances de ter como pegar outros na volta.

Os taxistas credenciados argumentam que pagam à Infraero para usarem os terminais dos aeroportos e contribuem para os serviços de suas cooperativas, cujos títulos são os mais caros da praça.

Toda vez que as autoridades tomam uma decisão só agravam as divergências. Em geral, estas são eivadas de arbitrariedades, como estabelecer multas e pontuação na carteira dos "invasores", sem que tais atos estejam capitulados no Código de Trânsito.

Por ser um tema delicado, ninguém quer encarar de frente essa questão, até porque ela se estende aos pontos em áreas públicas, que também são contestados, principalmente pela falta de opções para os taxistas do "rolé", que são proibidos de parar em qualquer lugar, ao contrário de algumas cidades, como São Paulo, onde existem baias disponíveis para qualquer táxi.

O ideal seria que os próprios taxistas chegassem a um consenso, mas a própria condição de cada um impede esse entendimento. Ao contrário, os ânimos a respeito estão bastante acirrados: o momento mais deplorável desse conflito aconteceu em julho de 2010, quando o taxista Kleber Luís Oliveira da Rosa foi espancado por colegas e "jóqueis" no Galeão (foto ao lado, após a agressão).

As divergências são cultivadas pelo poder público, que criou alguns "benefícios" para os credenciados - como a cobrança por tabela acima do taxímetro - e garantiu os privilégios dos chamados táxis especiais, que em nada são diferentes da maioria dos amarelinhos.

Com a implantação do polêmico "táxi boa praça", passaram a circular no Terminal 1 do Galeão mais "especiais" do que os amarelinhos. Hoje, dos 1.132 veículos credenciados no Galeão, 738 são especiais e 394 comuns. Isto é, enquanto os amarelinhos brigam entre si, os "especiais" tiram proveito e ganham em dobro pelos serviços que prestam com o mesmo conforto e a mesma infra-estrutura das cooperativas de táxis comuns.

Com isso, os passageiros estão reclamando porque acabam pagando dobro do valor de uma corrida. Foi o que constatou reportagem de O GLOBO, de 1 de junho de 2012: "Uma corrida num táxi especial chega a sair por mais que o dobro da cobrada num veículo comum. Na época, passageiros reclamaram que o credenciamento transformou os pontos em locais só para táxis credenciados, com cobranças de corridas fixas".

Aliás, no mesmo jornal há uma carta assinada pela leitora Graça Sthel, na página de leitores da edição de hoje, dia 11 de novembro. Veja o que ela escreveu sobre o Santos Dumont: "Ao chegar a minha vez, um senhor com uma tabuleta perguntou-me para onde eu ia - Copacabana, R$ 39,00...claro, saí da fila e peguei outro táxi, pagando R$ 22,00. Várias pessoas saíram atrás de mim".

Para alguns advogados, a "reserva de mercado" nos pontos de acesso a passageiros dos aeroportos e rodoviária, bem como em locais públicos não tem sustentação legal. A Prefeitura pode até pôr um selo de "garantia" nos táxis credenciados, mas jamais poderia impedir que outro táxi apanhe o mesmo passageiro.

A Infraero também não poderia cobrar nada, a não ser pelo aluguel do espaço dentro do Terminal, como faz com qualquer quiosque. Mas isso não poderia dar direito à exclusividade na captação de passageiros.

As autoridades alegam, porém, que precisam proteger os visitantes de alguns abusos praticados por táxis não cadastrados, inclusive piratas, que são denunciados de vez em quando, mas que podem recorrer a vários expedientes, como  o uso do "tic-tac" , método de fazer o taxímetro andar mais rápido durante uma corrida.

Que isso acontece, ninguém nega. O problema é que a Prefeitura não quer estabelecer sistemas de controle para os táxis de fora, para não reconhecer o seu direito de pegar passageiro nesses terminais. E todos pagam por delitos de alguns poucos.

Fica o assunto para debate: com a palavra os taxistas.

38 comentários:

  1. Pura DITADURA, e o pior quem é legal e que é fiscalizado , pois o pirata, e ou beneficiado com a ditadura "cooperativas autorizadas" a usar os espaços publicos, Aeroportos e rodoviarias ,nunca sao fiscalizados neste locais, e mais todos sabem dos piratas nos hoteis de Copacabana e Barra da Tijuca e nada fazem , !! Por que? Prefeitura, Ploicia Militar, Guarda Municipal, quem ganha mais? Imaginem na COPA VERGONHA TOTAL!!!!!!

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  2. Sr. Pedro, boa tarde. Eu não sei o que o Prefeito pensa, a desmoralização no aeroportos e rodovias é culpa da propria Guarda Municipal, onde ver varios taxis parados e eles não mandam sair, eu como não faço parte desta politica eles querem que eu saia ate sem receber o voucher. Na rodoviaria é a mesma coisa, ficam alguns carros parados na aerea de desembarque dos taxis e os taxis chegam e não tem lugar para desembarcar os passageiros, acumulando na fila dupla, e a guarda não faz nada.
    Eu vejo os problemas muito facil de resolover, mas quem guanha para isto é o prefeito.

    O Prefeito tem que saber que empresas mandam seus funcionarios para outras cidades e eles tem que voltarem, tanto de onibus ou de avião, e esses funcionarios usão voucher, por tanto deveria ter um lugar especificos para o encontro entre os fucionario e os taxis das cooperativas, que pagam seus respectivos impostos.
    No Santos Dumont em dias de chuvas os passageiros não tem lugar coberto para aguardar a chegada da viatura.

    Tudo que escrevi, não é novidades para ninguém, mas estamos a deriva. Porque as providencia deste governo até agora só foi prejudicar os taxistas. Ele fala em ORDEM, mas ele já visitou os orgãos do SMTR e suas regiões Administrativa.
    Na vistoria de documentos, cada motorista tem levar mais de 10 copias, multiplique isto pela contidades de permossionarios e auxiliares, veja quantas arvores serão derrubadas para atender o pedidos deles. e o pior pelo que falam vai tudo pro lixo.

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  3. Cooperativas que atendem no centro pagam proprina a guarda municipal e policia militar como as que estao atendendo nos aeroportos e rodoviaria para trabalharem sem serem multadas. Isto e a industria da multa a qual os taxistas estao expostos com valores pagos todos os meses ano a ano. PAREM com a extorcao aos taxistas. CORRUPTOS! ! !

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  4. Fiquem atento aos eventos no RIO CENTRO a forma como taxistas sao tratados pelos DONOS do local pois estao colocando policiais militares a paisano para fazerem seguranca e agem de maneira truculenta e ate agressao a colegas taxistas ja ouvi falar, um verdadeiro abuso e arbritariedade...

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  5. Amigo Pedro, acredito que nenhuma coperativa seja contra os bandalhas,porêm cada associado paga uma fortuna para ter seus direitos.,os
    bandalhas que façam o mesmo, a reclamação é que os bandalhas não,querem estar em de acordo como pedem as empresas responsáveis pelos aeroportos
    Carro limpo carro em condição de trabalho e outras coisas mais, não aceitam pagar uma coperativa que as proprias empresas pedem .

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  6. Em princípio, sou contra qualquer exclusividade que possa de alguma forma interferir no livre direito de ir e vir, de livre imprensa, ou como no caso, do livre direito de qualquer taxista pegar passageiros em qualquer ponto da cidade. Se o motorista de táxi fora da cooperativa resolver ir ao aeroporto pegar passageiro, está errado. Mas se ele deixa um passageiro no aeroporto, tem todo o direito de pegar um ocasional passageiro que surja, porque cabe aí, o direito do cidadão de escolher o táxi que desejar e pagar o preço que melhor lhe convier.
    Imaginemos o caso: Um passageiro chega no aeroporto. Sua empresa tem convênio com uma companhia ou cooperativa de Táxi. Por que razão não poderá simplesmente ligar para “sua ccoperativa” solicitando um táxi de sua plena confiança por esta cooperativa não pertencer ao coporativismo do aeroporto?
    Ou então: um cidadão chega no aeroporto. Por que não pode ligar para seu filho, sobrinho ou amigo, motorista de Táxi, para ir buscá-lo no aeroporto?
    Esta é minha forma de pensar!
    Abraços,
    Sylvio Rezende(Usuário de táxi)

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  7. Caro Porfírio, feche seu blog pois você não responde os comentários e nem atualizar os assuntos a quase uuummm mmêsmm. Kkkkkkkk.

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  8. Só.matéria velha caramba!!!!!!!!!!

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  9. Tirando esses 3 babacas que acima colocaram baboseiras e devem ser amigas do Sr André, a classe deveria boicotar os aeroportos e deixar o Prefeito,Secretário de Transporte, CMT da Guarda Municipal e todos os outros que perseguem a categoria entrarem em seus carros e atender a demanda, principalmente em época de grandes eventos que estão por vir.

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  10. Qualquer prefeito, eleito pelo povo, que vira as costas pra quem o elegeu por ganância, irresponsabilidade, burrice ou má fé, não merece estar onde está.
    Apesar de todas as reclamações dos usuários, a prefeitura engomadinha nada faz. A Rodoviária é o paraíso dos piratas, que conversam animadamente com os guardinhas municipais a madrugada inteira. Até carro pintado de amarelo, com faixa lateral azul e placa cinza, sem taxímetro, sem nada, tem por lá, e achacam os passageiros com total tranquilidade, sob o beneplácito da nossa "briosa" guarda munucipal. Nos aeroportos, quem aparecer por lá pra disputar um passageiro, corre o risco de morrer. E o engomadinho, o que faz? O que ele sabe fazer melhor: andar de helicóptero e viajar pra fora do Brasil. Enquanto sufocam os amarelinhos "legais" com vistorias e punições, a pirataria corre solta debaixo do nariz de seus prepostos...que também seguem o belo exemplo do "Jefe", e contam mentiras quando precisam do voto desse povo indolente que "representam". A coisa só vai consertar quando o verdadeiro dono do poder resolver aposentar esses mascates. Com eles fora, e com gente séria nos representando, e não esses que só querem se dar bem, ainda existe uma esperança...

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Lamentamos ter de adotar essa medida: devido aos abusos nas agressões grosseiras que ofendem minha DIGNIDADE E COMO SE POR ENCOMENDA, a partir de agora, por algum tempo, o seu comentário só será publicado após moderação.